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sergio camargo

obras

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Sergio Camargo frequenta uma única vez uma escola de arte, em 1946: a efêmera mas seminal Academia Altamira, em Buenos Aires. Em 1948, viaja para a Europa, onde permanece até 1953, intercalando vindas ao Brasil. A primeira obra a participar de um salão data desse período - Germinal n. 1 - realizada durante uma dessas estadas.

Os anos 1950 marcam três fases da obra do artista: de 1951 a 1954 aproximadamente, realiza esculturas abstratas da série Germinal. Entre 1954 e 1957, adere ao figurativismo, com esculturas de nus femininos, nas quais a preocupação com o volume e a potência dos cortes resolutos a ordenar as massas, qualidades fundamentais de seus trabalhos posteriores, já se fazem presentes. Por volta de 1957, e até o final da década, retorna ao abstracionismo, agora geométrico, explorando tensões em chapas de metal dobradas.

Instala-se novamente em Paris em 1961 e inicia experimentações com materiais como gesso, areia e tecido, criando estruturas informes e irregulares. Em 1963, dá início à série de "relevos", com os quais se ocupa proficuamente por cerca de dez anos. Paralelamente começa a investigart, a partir de 1964, estruturas de seções quadradas em torres e paredes modulares monumentais, realizadas primeiro em madeira e posteriormente em concreto e mármore.

A partir dos anos 1970 passa a utilizar quase exclusivamente o mármore em trabalhos decididamente escultóricos. Por um lado, tal material, com fortes raízes na tradição escultórica, acentua o caráter de permanência e estabilidade dos trabalhos. Por outro, a superfície lisa e uniforme do mármore opaco reage de modo mais efetivo aos efeitos da luz, intensificando o aspecto dinâmico e transitório do conjunto.

Em 1974 retorna definitivamente ao Rio de Janeiro, instalando um ateliê em Jacarepaguá. As obras em mármore continuam a ser produzidas na província de Massa-Carrara, na Itália, na oficina de Alfredo Soldani. Com as peças alongadas em pedra negro-belga produzidas a partir dos anos 1980, o artista experimenta de modo radical os limites da forma ao realizar cortes cada vez mais agudos a ameaçar a integridade física da matéria. Alcança o ponto extremo de convivência possível entre a ordem e sua dissolução.

* A identificação por número foi adotada pelo artista desde 1963.