Sérvulo Esmeraldo

sobre o artista

Sobre o artista

Sérvulo Esmeraldo nasceu na cidade do Crato, interior do estado do Ceará, em 27 de fevereiro de 1929. Terceiro filho do casal Zaira Cordeiro Esmeraldo e Álvaro Esmeraldo, Sérvulo é um artista plural que explorou ao longo de sua carreira as diversas linguagens plásticas, sendo considerado escultor, gravador, ilustrador e pintor.
Em 1948, morando em Fortaleza, frequentou a Sociedade Cearense de Artes Plásticas (SCAP) e manteve contato com Inimá de Paula (1918-1999), António Bandeira (1922-1967) e Aldemir Martins (1922-2006). Nessa época produziu monotipias, pinturas e xilogravuras.
Em 1951, Sérvulo realizou uma exposição individual de pintura (monotipias) na Sociedade de Cultura Artística do Crato e participou do VII Salão de Abril, com quatro monotipias, e do Salão Paulista de Arte Moderna, com xilogravuras, na Galeria Prestes Maia. Além disso, nesse mesmo ano, trabalhou na montagem da 1ª Bienal de São Paulo.
Em 1955, Sérvulo passou a fazer cartazes e ilustrações para capas de revistas como São Paulo Magazine e Revista do Teatro Amador, além de ser também ilustrador no jornal Correio Paulistano. Nesse ano realizou também suas primeiras provas de gravura em metal sobre zinco. No ano seguinte, Sérvulo promoveu sua primeira exposição individual no Clube dos Artistas e Amigos das Artes com o título 39 Gravuras de Sérvulo Esmeraldo, e participou da XIV Trienal de Milão.
Em 1957, o artista promoveu uma nova exposição individual de gravuras, dessa vez no Museu de Arte Moderna de São Paulo, com o título 30 gravuras de Sérvulo Esmeraldo. No mesmo ano, mudou-se para a capital francesa em virtude de uma bolsa de estudos que ganhou do governo francês para estudar na École Nationale Supérieure des Beaux-Arts e passou a estudar gravura em metal com Johnny Friedlaender (Silésia, Prússia, 1912 – Paris, 1992).
Na década de 1960, deixou de se dedicar exclusivamente à gravura e passou a experimentar outras linguagens como o tridimensional e a arte cinética. Em 1962, produziu os primeiros trabalhos cinéticos, criando dois anos mais tarde os Excitáveis - objetos cinéticos feitos de acrílico, que reagem ao toque do espectador. No mesmo período, realizou as primeiras esculturas em aço escovado e na década de 1970 uma série de esculturas em plexiglas. Durante esse período participou de diversas exposições em Paris, Lyon e Montibéliard, França; Zurique e Genebra, Suíça; Nottingan, Inglaterra; Oregon, Estados Unidos da América. Durante o período em que esteve na Europa, Sérvulo Esmeraldo teve contato com outros artistas brasileiros que lá residiam como: Sergio Camargo, Lygia Clark, Rossini Perez e Arthur Luiz Piza.
Em 1978, retornou ao Brasil e realizou diversos trabalhos de arte pública, como o Monumento ao saneamento básico de Fortaleza (1977/1978), na praia do Náutico, o painel na Assembléia Legislativa de Fortaleza, Monumento ao Jangadeiro (1992), em Fortaleza, entre outros. Ao longo desses anos participou de diversas exposições em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Fortaleza, São Luís (AMARAL, 2011).
Ao longo das duas primeiras décadas do século XXI, Sérvulo Esmeraldo participou de diversas exposições individuais no Brasil e na Europa. Em São Paulo com sua exposição retrospectiva na Pinacoteca do Estado de São Paulo, em 2011; na Galeria Raquel Arnaud, em 2012, intitulada Simples como o triângulo e no Instituto de Arte Contemporânea – IAC, em 2014, intitulada O arquivo vivo de Sérvulo Esmeraldo. Em 2013 na Pinakotheke Cultural, na cidade do Rio de Janeiro; em 2016 na sua cidade natal intitulada A linha, a luz, o Crato e em 2017, ano de seu falecimento, na Beurret & Bailly Auktionen, na Basiléia, Suíça.
Sejam desenhos, esculturas ou gravuras, ao longo de toda a sua vida Sérvulo Esmeraldo deu continuidade ao seu trabalho, produzindo ao longo dos anos um vasto material artístico e arquivístivo. Parte desse material, principalmente o período em que residiu na Europa, encontra-se salvaguardado e disponível para pesquisa no Instituto de Arte Contemporânea, desde 2014.

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