Lothar Charoux

sobre o artista

[...]Lothar Charoux(...)pertenceu ao grupo de pioneiros que em 1952 lançou em São Paulo o manifesto Ruptura, em cujo verso vinha escrito em vermelho: A obra de arte não contém uma ideia, é ela mesma uma ideia.
Ao negar a arte cópia da realidade em favor da arte concreta, esse postulado produziu um corte radical em relação à tradição figurativa. Na prática, a introdução dos princípios construtivos na arte brasileira constituiu uma revolução estética cujos efeitos chegam até nossos dias. Do campo restrito da arte, a estética construtivista se estendeu a produtos gráficos como jornais, revistas, cartazes, livros etc. e ao design de móveis, luminárias e objetos utilitários em geral.
Para Charoux, mais que um ato de rebeldia, a adesão aos elementos fundantes do discurso plástico - linha, forma, cor - veio a ser realização de uma vocação. Em sua obra, inicialmente expressionista, tudo se reduziu na arte puramente geométrica[...]

(Trecho retirado do catálogo Lothar Charoux - Razão e Sensibilidade, com curadoria e texto de Maria Alice Milliet)

Lothar Charoux